domingo, 6 de julho de 2008

Meu nome é Natalia e meu CR é 7

Esses dias eu estava conversando com algumas meninas que moram comigo sobre o fato de voltar ou não para onde nós viemos ( todas vieram de fora da capital ), e um dos comentários me deixou um tanto quando apavorada. Uma disse que "Não voltaria para Angra, porque não iriam me valorizar, colocariam qualquer pessoa que saiu de qualquer universidade no meu lugar.", o quê me deixa assustada é que todo mundo lá da UERJ, e acho que em todo universidade pública pensa assim, sente que tem um rei na barriga só pelo fato de estar lá. Claro, que é importante e eu também pensava como ela quando estava no meu segundo e terceiro periódo, mas não é assim.

Acho que esse meu sentimento tem muito haver com o fato de fazer artes, e não quer dizer que nós não pensamos em dinheiro. Pensamos e muito, tanto é que ás vezes dá vontade de largar tudo e fazer algo que nos dê grana para pagar as contas. Mas se achar melhor que o cara que faz estácio acho um pouco demais, até porque a faculdade pode ser lá essas coisa e ter uma péssima fama, mas ninguém é bom por osmose. Eu acredito que um aluno faz a faculdade, a pessoa tem que ter interesse. A UERJ sendo boa pode, sim, formar péssimos profissionais, nem todo mundo lá tá 100% empenhado. E vale lembrar que coeficiente de rendimento não é atestado de inteligência, porque uma coisa é você reproduzir o quê o professor fala e dizer o quê ele quer, mas outra é aprender.

Lembrando que recentemente um morador de rua passou no concurso do Banco do Brasil, e ele só tinha estudado até a quarta série, mas correu atrás, fez o supletivo, baixou as provas via internet, deixava de comer para ir em um lan house e pagar a inscrição do concurso. Agora, francamente alguém com tanta dignidade e força de vontade assim é desmerecedor de mérito porque não é formado em faculdade pública e por não ter tido a oportunidade de completar o ciclo escolar no tempo certo? Não, e vencedores estão em todos os lugares, não é um diploma que vai te fazer arranjar um emprego, mas sim, sua capacidade e interesse. Tem que fazer por onde.

E eu tô falando isso porque assim que eu sair da faculdade não vou conseguir emprego, já meus colegas que estudam direito na estácio certamente terão umemprego ao sairem. Por que? Ué! São filhos de advogados e os pais conhecem o knowhow da profissão, oras, cada sabe o quê faz com a sua vida. E eles é que foram espertos, eu não!

Ah! Antes de ir quero mostrar essa revista, Boink , da galera da Universidade de Boston. Para mostrar que eles fazem outras coisas além de estudar, é claro!

Estou indo!

Boa semana!!

Dica da semana:

Essa semana começa o ANIMA MUNDI no Rio, portanto, se tá de bobeira a partir do dia 10 preste atenção no Odeon Br, CCBB ( eu já disse que não trabalho lá ), Centro Cultural dos Correios e ntre outros ( desculpem não consigo lembrar agora! ).

Confiram a Programação

Nos encontramos lá!

5 comentários:

Menina Nina disse...

Eu sinceramente tenho raiva desse tipo de atutide. Estudo em uma universidade particular, tenho excelentes professores, não passamos por greves, tenho minha grade curricular completa e vou concluir meu curso dentro do prazo pre determinado e tenho que conviver com declarações como essas que você ouviu. Sinceramente, sem desmerecer qualquer faculdade que seja, não acredito que uma pessoas que estuda em uma universidade com verbas reduzidas, sofra com greves interminávies e coisas do tipo, seja melhor profissional que eu.

Unknown disse...

Concordo totalmente com vc!!!

Olha só meu marido que não é formado em facul publica, ultimamente tem dado treinamento na firma em que trabalha para Engenheiros que se formaram na melhor facul publica do Brasil.

Ironico né....fazer o que!!
beijos

Alessandra Castro disse...

Ahh isso é nacional mesmo, eu por exemplo teria nojinho de fazer parte de uma faculdade publica, pq pelo menos aki no MA é sinonimo de drogas e vadiagem. Pena que muitas empresas ainda achem que naum é nada disso, precisam abrir os olhos e enxergarem que foi-se os tempos que faldade publica era igual a qualidade.

Ahh obrigadas pelos parabéns. :D

Alessandra Castro disse...

Ahh mas quem é que pensa em dinheiro hj em dia? Tá certo que ele é fundamental e talz, mas a época da matança já era, os yuppies dos anos oitenta morreram, nos dias de hj devemos buscar o bem estar. Qualidade de vida sabe? Naum vou me matar em um trabalho por causa do contra-cheque.

Nat disse...

é verdade. o quê eu quero é sussego!!!!