domingo, 15 de julho de 2007

Meu relatório de pratica de ensino

No período em que estive fazendo estágio no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira - CAP/UERJ corresponde ao primeiro bimestre nas turmas de quarto ano, nas aulas de artes plásticas, com a professora *. O trabalho que desenvolveram durante este período foi o de observação do corpo humano suas proporções, medidas e articulações.

O primeiro exercício feito foi um bonequinho de canudinhos plásticos construído pelos próprios alunos, neste exercício é estimulado neles a percepção do corpo e todas as suas funcionalidades. Após este estudo eles partiram para a construção de bonequinho de papel com a silhueta do corpo, para depois fazer a impressão a giz de cera na cartolina, mas construindo uma história em quadrinho, já que a professora tem um trabalho desenvolvido nesta área. No convite da Festa Junina o convite foi desenvolvido dentro do conceito de simetria e assimetria.

Todos os trabalhos foram eficientemente desenvolvidos pelos alunos do quarto ano sem muitas dificuldades, apesar das histórias conterem temas que até então acreditava-se não ser próprio para crianças, os alunos desenvolveram bem as historinhas contendo começo, meio e fim estruturados logicamente.

O relacionamento da professora com os alunos é bom, durante essas aulas os alunos conversam bastante, mas realizam o trabalho a ser feito. São alunos normais como quaisquer outros, como eles dizem “Todo mundo fala durante as aulas”. O meu relacionamento com eles era distante no começo do estágio, poucos viam até os estagiários para perguntar algo. Mas com o tempo foi mudando, a minha presença como a dos demais dentro da sala de aula, os alunos sentem-se mais à-vontade para perguntar se o trabalho está bom ou para cumprimentar.

Nas aulas de teatro com a professora *, os alunos são introduzidos na linguagem teatral com exercício de improvisação e consciência corporal. Os alunos respeitam a professora, com relação à disciplina ela costuma ser bem enérgica, não hesita em levar os alunos à coordenação ou a levar uma advertência para os pais.

A aula de música do quarto ano que assisti, foi uma auto-avaliação. Não pude observar qual foi o trabalho realizado com os alunos, mas pelo o que percebi os alunos foram introduzidos a paisagens sonoras e as noções de ritmo. Durante a auto-avaliação os alunos se mostraram maduros ao receber e desenvolver suas criticas, e se expressão muito bem.

Nas turmas do oitavo ano assisti às aulas com as professoras, *, *e *. Fui apresentada pelas professoras, mas em algumas turmas a minha presença era notada ou não era todos ficaram a vontade com a minha presença. O relacionamento com as professoras é bom, os alunos conversam enquanto fazem os trabalhos. Mas com as turmas da professora * os alunos quase não falavam, o relacionamento deles com ela é de uma professora que ta ali para dar o conteúdo e eles o fazem. Não há uma relação próxima como a * e * que apesar do “falatório” as aulas.

Nessas turmas acompanhei apenas uma aula de cada, não posso dissertar muito sobre o trabalho, mas eles estão desenvolvendo um exercício de simetria como os alunos do quarto ano. Porém, não é com o convite da Festa Junina, mas sim com trabalho desenvolvidos pelas professoras de diferentes maneiras, com a * o trabalho é com colagens tendo como base o artista Klimt, com a * o trabalho é feito através de azulejos de mosaicos que serão colocados na calçada em frente ao CAP (intervenção urbana) e com a * os alunos trabalharam uma forma repetida diversas vezes através do espelho (um trabalho complicado de explicar).

Esse estágio foi importante para o meu aprendizado, apesar de ter uma carga horária “puxada”, essa vivência foi importante para a minha formação. E assistir aulas do quarto ano e depois do oitavo ano percebi a diferença entre como o trabalho é executado e a forma como é aplicado. Apesar das diferenças tanto os alunos do quarto como os do oitavo algumas vezes se mostraram inseguros quanto ao resultado do trabalho reclamavam que está péssimo ou perguntavam a opinião da professora. Todo este processo foi importante para que eu percebesse que este é um caminho profissional interessante e do qual eu irei seguir.

Um comentário:

Pk Ninguém disse...

As vezes temos que nos sacrificar um pouco, mas sempre existem os sacrifícios que valem a pena, pois num futuro esse aprendizado vai ser exigido.