Há impossibilidade de falar sobre a minha trajetória, porque não tenho uma. Mal comecei a viver e estou cheias de duvidas se seguirei a carreira acadêmica ou não, para ser sincera penso em desistir. Mas desde o terceiro período da faculdade penso em desisti e não o fiz até hoje.
Quando comecei o curdo de História da Arte em abril de 2004, não sabia do que se tratava fui jogada na Universidade sem nenhum preparo. Eu era e continuo sendo muito imatura com relação à instituição a qual estou inserida. Sei que não sou uma aluna exemplar e que sou o quê chamam de aluna passiva. A minha passividade me consumiu durante meus anos aqui dentro. Acho que não serei capaz de seguir em frente.
Todo esse tempo foi bastante proveitoso para o meu autoconhecimento como ser humano soube a dar valor a certas coisas e a desconsiderar outras. Aprendi muitas coisas aqui e descobri meus limites. Passei por situações que me fizeram sentir muito mal e outras nem tanto.
Logo no inicio tudo parecia as mil maravilhas, chegava ás 7hs e conversava bastante com meus colegas de turma. A sala era cheia e todos pareciam que se conheciam há anos. As aulas de Teoria e História da Arte com Alberto Cipiniuk eram silenciosas e tensas, nas apresentações de FECHI com Cássia Frade era outra tensão, diferente, mas havia um medo no ar. As aulas com Andréia Bieri foram ótimas, ninguém explicaria a filosofia grega com a simplicidade e naturalidade que ela explicava.
O segundo período foi tranqüilo algumas matérias foram esquecidas no fundo do baú da minha memória, porque de fato não me lembro muito bem desse período. O terceiro período foi o pior, ao menos pra mim, eu quase desisti da faculdade. Acho que eu entrei no clima da faculdade, faltava bastante, e o clima de amizade que havia entre a turma foi se tornando cada vez mais enevoado.
O período que fui bolsista do Professor Jorge Cruz foi muito interessante tive contato comecei a passar mais tempo na faculdade. Mas depois eu saí para ser Monitora do Decult, que também foi muito legal, uma experiência interessante... Porém não fiquei muito tempo, estava indo para o quinto período e gostaria de me dedicar mais a faculdade.
Foi nessa época entre o quinto e o sexto período que veio a greve geral da UERJ que parou por uns três meses, depois pra voltar foi uma confusão, os dois períodos foram achatados, curtos demais. Não senti esses períodos passarem.
Uma das minhas limitações está na escrita, além de escrever mal, não sou prolixa, sou sintética. Escrevo somente o necessário sem a devida profundidade nos assuntos. Essa deficiência me faz pensar se vale a pena realmente continuar meus estudos. (Creio que não valha.)
Portanto, não há uma trajetória, ela termina aqui, esse ano. Não há mais a possibilidade ao menos pra mim de seguir em frente de ser uma Historiadora da Arte como um dia eu quis, minha limitações mostram que para ser uma terei que refazer todo o meu percurso dentro da universidade.
Com o curso aprendi a ler, a pensar e a gostar de arte, mas isso não seja suficiente para ser uma historiadora. É necessário mais que isso, e esse algo a mais eu não possuo. Talvez isso mude, mas agora vejo minha trajetória como historiadora um ponto final, pode ser que depois muda, mas agora não é a hora.
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